segunda-feira, 31 de outubro de 2016

NÃO LEIA A CAIXA DE NATASHA DURANTE A NOITE – O relato de uma leitora

Quando abri meu facebook no dia 04 de outubro de 2016, fui recebido com o impacto carinhoso de um texto da leitora Marielle Polli a respeito do meu livro A Caixa de Natasha e outras histórias de horror. O texto me deixou tão emocionado que tive de pedir permissão à Marielle para transcrevê-lo aqui no blog.

Como ela permitiu e ficou cheia de entusiasmo, eis aqui o texto:

domingo, 23 de outubro de 2016

Antologia "NÃO LEIA! – Contos de Terror"


O conto "O Sorvedouro das Almas Perdidas", de minha autoria, foi selecionado para integrar a antologia "Não Leia! – Contos de Terror", organizada pela Raquel Pagno, da Editora Fonzie.

Ainda antes do lançamento, tive a oportunidade de ler algumas das histórias que compõem a antologia e já posso dizer, sem medo de errar, que este livro está maravilhoso, tanto pelo conteúdo quanto pelo projeto gráfico, com as ótimas ilustrações do João Marciano Neto.

Para adquirir o seu exemplar clique aqui.

MOTIVOS?


Escrevo por três motivos fundamentais. O primeiro é brincar com o estilo. O segundo é vasculhar estados de consciência. O terceiro eu não sei qual é.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Entrevista com Rô Mierling


Certo dia, tive a ideia de travar uma conversa por e-mail com uma escritora de cujo trabalho gosto muito: Rô Mierling, autora do livro "Diário de uma Escrava", que está sendo editado pela Darkside Books. Enviei a ela, então, o convite para uma entrevista, embora acreditasse que ela estaria ocupada demais para poder responder. Poucas horas depois, contudo, recebi com entusiasmo sua aceitação, a partir da qual tomei como um desafio pessoal elaborar perguntas atraentes, interessantes e relevantes tanto para os leitores quanto para eventuais aspirantes a escritor que acessem o blog e – por que não? – para nós mesmos. Não sei se obtive sucesso nesse desafio, mas garanto que cada linha foi escrita com ânimo e sincera curiosidade.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

15 MICROCONTOS DE TERROR


Algum tempo atrás, fui desafiado pela escritora Rô Mierling a elaborar histórias de terror com apenas 100 toques no teclado. Ainda que inventar situações assustadoras em poucas linhas não seja algo assim tão complexo, a grande dificuldade do desafio está em escrever essas histórias macabras com EXATOS 100 caracteres (contando espaços e pontuação).

De acordo com as regras do desafio, o rigor dos 100 toques no teclado é absoluto: não valem histórias com 99 caracteres, nem com 101. Portanto, as palavras devem ser cuidadosamente selecionadas, e o texto deve manter um sentido coerente. Para mim, além disso, impus o dever de garantir que esses textos fossem, de fato, aterrorizantes.

Seguem, agora, 15 microcontos de terror que escrevi de acordo com a proposta do desafio:

SANGUE

Em se tratando de literatura, não gosto de água com açúcar: quando escrevo, escrevo com meu próprio sangue.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

SOBRE A LITERATURA E O MERCADO LITERÁRIO NO BRASIL


Minha admiração por Rubens Francisco Lucchetti cresce a cada dia, e esse crescimento é exponencial. Além da natureza ímpar, repleta de genuína paixão, de sua vasta produção ficcional, seus comentários no facebook são sempre acurados e revelam tanto uma inteligência aguçada quanto uma experiência valiosíssima colhida ao longo de décadas de dedicado trabalho literário. Por isso, cada vez mais tenho maior certeza de que sua voz é uma voz que não deve, jamais, ser olvidada.

Comprovo o que digo compartilhando as palavras do Rubens a respeito da relação entre as grandes editoras e o autor nacional:

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

CURIOSIDADE: a máscara do personagem Ironbar no filme MAD MAX 3


Outro dia resolvi ver pela milésima vez o terceiro filme da série Mad Max e, muitíssimo intrigado, notei algo em que eu nunca tinha reparado antes: a máscara que fica pendurada nas costas do personagem Ironbar se parece demais com a máscara usada por uma das personagens do obscuro filme japonês Uma Página de Loucura, de 1926!!!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CULTURA, ARTE, DOMINAÇÃO, PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA e VIOLÊNCIA SIMBÓLICA

Uma expressão que me incomoda, quando se fala em cultura, arte ou mesmo entretenimento, é a palavra “alternativo”. Trata-se de mera bobeira paranoica da minha mente, por certo, mas me sinto internamente desconfortável quando alguém diz que determinado filme é “alternativo”, que certa música é “alternativa”, que tal livro é “alternativo”. Isso porque a palavra “alternativo” pressupõe a existência de um padrão (um parâmetro a ser seguido) e a de um caminho diferente, mas solitário, quase incomunicável: uma passagem estreita que é a única rota de fuga para os excluídos e marginalizados (e para os “diferentões”, é claro...). Quando não, revela um quê de arrogância e desdém por tudo aquilo que não se acomoda sob o rótulo genérico de “alternativo”, que é conceito essencialmente subjetivo e impreciso. E essa arrogância desdenhosa, por sua vez, atrapalha justamente no livre desenvolvimento das artes, no nascimento de novas formas de expressão, na gênese e na apreciação indiscriminada de culturas múltiplas, alternativas (no plural!). Falar em algo “alternativo” sugere uma divisão bipolar avessa à liberdade que as pessoas que gostam da arte dita “alternativa” alegam perseguir: guerreando às cegas contra o sistema, reforçamos o próprio sistema! (Somos grandes ingênuos neste mundo contra-intuitivo, não?).

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

CONTO: Diálogo sobre um diálogo, de Jorge Luis Borges


Conto extraído do livro "O Fazedor", de Jorge Luis Borges.

DIÁLOGO SOBRE UM DIÁLOGO

A. – Distraídos em discorrer sobre a imortalidade, tínhamos deixado que anoitecesse sem acender a lâmpada. Não víamos nossos rostos. Com uma indiferença e uma serenidade mais convincentes que o fervor, a voz de Macedonio Fernández repetia que a alma é imortal. Assegurava-me que a morte do corpo é totalmente insignificante e que morrer deve ser o fato mais nulo que pode acontecer a um homem. Eu brincava com a navalha de Macedonio; abria-a e fechava-a. Um acordeom vizinho desfiava infinitamente “La cumparsita”, essa cantilena consternada que agrada a muitas pessoas, porque lhes mentiram que é antiga... Sugeri a Macedonio que nos suicidássemos, para discutir sem estorvo.

Z (zombeteiro). – Mas desconfio que no fim não se animaram.

A (já em plena mística). – Francamente, não me lembro se naquela noite nos suicidamos.