Para minha profunda satisfação, Lucas Dallas, o talentoso criador do canal Pulp Fictions e autor do livro "Âmbar", publicou uma magnífica resenha em vídeo do meu livro "A Caixa de Natasha e outras histórias de horror". Apesar de o Lucas insistir em dizer que o que ele fez não foi verdadeiramente uma resenha, mas apenas alguns comentários sobre o livro, a variedade de elogios que ele dedicou aos meus contos e a quantidade de pontos positivos ressaltados em meus mórbidos devaneios literários foram tamanhas que eu realmente fiquei sem palavras.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Entrevista com R. F. LUCCHETTI
Nesta semana, tive o enorme prazer de conversar com o grande escritor Rubens Francisco Lucchetti, uma verdadeira lenda viva das páginas brasileiras do terror, da fantasia e do mistério, além de um senhor simpático, apaixonado pelo que faz e sempre atencioso com os fãs.
Talvez você ainda não o conheça pelo nome (afinal, grande parte de sua obra foi escrita sob os mais variados pseudônimos, tais quais: Theodore Field, Terence Gray, R. Bava, Brian Stockle, Vincent Lugosi e até mesmo Mary Shelby), mas certamente você já sentiu alguma influência do universo fantástico da vasta produção literária desse intrigante senhor fã de Edgar Allan Poe e Sir Arthur Conan Doyle.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
TAG: Livros ou Travessuras?
No último Halloween (espero que vocês tenham se divertido tanto quanto eu nas sinistras festividades da Noite das Bruxas, prezadas criaturinhas malignas que acompanham o meu blog), o Matheus Fellipe do blog Leitor Noturno me marcou na TAG "Livros ou Travessuras", criada pelo blog Irmãos Livreiros. A TAG, cujas perguntas e imagens foram elaboradas por Marcos Rogério, propõe que cada blogueiro escolha cinco de seus livros preferidos com base nos monstros que permeiam o imaginário popular.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Entrevista com CESAR BRAVO
Para quem ainda não conhece, Cesar Bravo é um dos principais nomes na literatura de horror nacional. Entre contos e romances, ele já lançou mais de nove e-books com histórias misteriosas e sangrentas, todos eles disponíveis no site da Amazon por preços bastante acessíveis.
terça-feira, 20 de outubro de 2015
PROMOÇÃO DE HALLOWEEN – Livro "A Caixa de Natasha e outras histórias de horror" pela metade do preço!
O mês de outubro é um mês particularmente aguardado pelos fãs de terror, pois outubro é o mês das bruxas. E, para comemorar as noites mais sinistras do ano, quando sopram os mais lúgubres ventos e descem as mais negras sombras do medo e do mistério, resolvi fazer uma super promoção para os leitores do meu blog: quem comprar, diretamente comigo, o livro "A Caixa de Natasha e outras histórias de horror" terá um desconto de 50% em relação ao preço nas livrarias (clique aqui para encontrar o livro na Saraiva e aqui para encontrá-lo na Curitiba). Ainda mais, os leitores que adquirirem o livro comigo ganharão marcadores de página exclusivos e frete grátis.
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Os 10 mandamentos de uma boa tradução, por Millôr Fernandes
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
MÚSICAS BASEADAS EM FILMES DE TERROR – Parte 2
Não é novidade para ninguém que o rock tem grande ligação com a ficção de terror. Seja na música gótica, com suas influências vampirescas e soturnas, ou no metal extremo, com as atrocidades típicas dos mais sangrentos splatters, boa parte das bandas de rock e todos os seus subgêneros, derivações e variações (rock and roll, rockabilly, psichobilly, heavy metal, thrash metal, doom metal, death metal, black metal, speed metal, industrial metal, grindcore, grunge, stoner, etc., etc., etc.) inspiram-se ou fazem referências às suas histórias macabras favoritas, do cinema e da literatura. Foi por essa razão que tive a ideia de fazer estas listas com as melhores músicas baseadas em filmes e livros de terror, para compartilhar com vocês aqui no blog.
A primeira lista, com 10 músicas bem fodas, pode ser lida clicando neste link.
Seguem, agora, mais 13 das melhores músicas baseadas em filmes e livros de terror:
A primeira lista, com 10 músicas bem fodas, pode ser lida clicando neste link.
Seguem, agora, mais 13 das melhores músicas baseadas em filmes e livros de terror:
terça-feira, 6 de outubro de 2015
POEMA – O Solar Maldito
O SOLAR MALDITO
A lua brilhava misteriosa no céu revoltoso.
Na janela, aparecendo apenas quando relâmpagos explodiam,
Avistada era a sinistra figura de um idoso.
A casa – um obscuro solar maldito – era grande e imponente como um antigo castelo.
Coisas bizarras e inimagináveis ali já aconteceram:
Crianças morreram, pessoas enlouqueceram e um homem brutalmente assassinou sua noiva com um pesado martelo.
Dentro da casa, sons inexplicáveis faziam o sangue gelar;
Sombras impossíveis pareciam se mover como se estivessem vivas,
E, na penumbra insidiosa, quando o terror desolava a alma, para afastar as trevas não adiantava sequer gritar.
Ficar muito tempo naqueles labirínticos corredores escuros, onde velas bruxuleavam fracamente, podia não fazer muito bem para nossas mentes,
Pois influências não naturais emanavam das chamas tremulantes e das paredes;
E, em pouco tempo, o mais corajoso dos homens estaria olhando receoso para os lados e rangendo apertadamente os dentes.
Nos espelhos e pelas escadarias pavorosas, vultos corriam e espectros indistintos surgiam e desapareciam.
Em uma fração de segundo, flashes de luz davam a tudo um aspecto de negativo de fotografias,
Com seus lampejos trazendo memórias de coisas que existir não mais deveriam.
Uma mulher enforcada na varanda; uma criança ensanguentada na cozinha.
No porão, mais um gélido cadáver;
No sótão, uma cadeira que se mexia sozinha.
Mas o mais estranho era a figura do velho – do esquisito e assustador idoso.
Ele surgia na janela sempre às três da madrugada – esse visitante não convidado –
E desaparecia misteriosamente com a aurora, no vidro apenas deixando marcado um negro bolor horroroso.
A lua brilhava misteriosa no céu revoltoso.
Na janela, aparecendo apenas quando relâmpagos explodiam,
Avistada era a sinistra figura de um idoso.
A casa – um obscuro solar maldito – era grande e imponente como um antigo castelo.
Coisas bizarras e inimagináveis ali já aconteceram:
Crianças morreram, pessoas enlouqueceram e um homem brutalmente assassinou sua noiva com um pesado martelo.
Dentro da casa, sons inexplicáveis faziam o sangue gelar;
Sombras impossíveis pareciam se mover como se estivessem vivas,
E, na penumbra insidiosa, quando o terror desolava a alma, para afastar as trevas não adiantava sequer gritar.
Ficar muito tempo naqueles labirínticos corredores escuros, onde velas bruxuleavam fracamente, podia não fazer muito bem para nossas mentes,
Pois influências não naturais emanavam das chamas tremulantes e das paredes;
E, em pouco tempo, o mais corajoso dos homens estaria olhando receoso para os lados e rangendo apertadamente os dentes.
Nos espelhos e pelas escadarias pavorosas, vultos corriam e espectros indistintos surgiam e desapareciam.
Em uma fração de segundo, flashes de luz davam a tudo um aspecto de negativo de fotografias,
Com seus lampejos trazendo memórias de coisas que existir não mais deveriam.
No porão, mais um gélido cadáver;
No sótão, uma cadeira que se mexia sozinha.
Mas o mais estranho era a figura do velho – do esquisito e assustador idoso.
Ele surgia na janela sempre às três da madrugada – esse visitante não convidado –
E desaparecia misteriosamente com a aurora, no vidro apenas deixando marcado um negro bolor horroroso.
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| O poema "O Solar Maldito", feito em homenagem aos antigos filmes e histórias de terror sobre casas mal-assombradas e às músicas do King Diamond sobre o tema, está presente no livro "A Caixa de Natasha e outras histórias de horror". As imagens utilizadas nesta publicação foram retiradas dos seguintes álbuns do King Diamond: Abigail II, Voodoo e Them. |
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
O HORROR... O HORROR...
Por que gostamos tanto do horror ficcional? Por que, em
aparente contradição total com nossas pretensões e vontades conscientes,
deleitamo-nos tão intensamente com a presença do Desconhecido, das sombras e
penumbras e das perturbadoras insinuações do Mal e do Grotesco que se escondem
nos covis ocultos em que secreta e perversamente desejamos adentrar,
supostamente apenas por curiosidade? Será que é porque queremos conhecer
coisas novas ou porque, muito intimamente, identificamo-nos com as obscuridades
e bizarrices da fantasia e do próprio mundo que nos cerca? Por que, afinal,
entramos em estranho êxtase ao ver o vampiro que dilacera violentamente a
garganta de uma vítima inocente, o zumbi putrefato que, cambaleante, levanta-se
de sua decomposição aquosa para devorar viva a presa humana, o maníaco que
persegue a garota indefesa, o psicopata que tortura homens com requintes do mais engenhoso sadismo,
a bruxa que voa aos pavorosos risos pela assustadora noite de lua cheia, o
monstro de formas grotescas que repugna o mais corajoso dos homens, o fantasma
espectral que vagueia lamurioso pelos corredores escuros, arrastando as
correntes e os grilhões de sua eterna danação, o louco que alucina com formas e
sons que não podem ser compreendidos, o enterrado vivo, o emparedado, o demônio
de chifres retorcidos e cascos arqueados, o borbulhante sangue vividamente
vermelho, as tripas estraçalhadas, os ossos expostos, os crânios abertos, os porões sem luz, as teias de aranha, as portas e janelas que
batem sozinhas, as práticas execráveis da magia negra, do vodu e da macumba, a
degradação dos valores, a corrupção da inocência, os sussurros, as trevas, os
gritos e gemidos, os raios e trovões, as névoas, as fantasmagorias e tudo o que há de mais horrendo e assombroso
na imaginação humana, cheia de sórdido sadismo e pungente masoquismo?
Metáforas de nossos
reais sofrimentos e inconfessáveis desejos?
terça-feira, 15 de setembro de 2015
POEMA – Véu
VÉU
Em nefastos e decadentes cemitérios esquecidos,
Medonhos ataúdes e sepulcros se abrem;
Em meio a lamúrias e sussurros ensandecidos,
Espectros aflitos ricocheteiam, brigam, se batem e se rebatem.
Medonhos ataúdes e sepulcros se abrem;
Em meio a lamúrias e sussurros ensandecidos,
Espectros aflitos ricocheteiam, brigam, se batem e se rebatem.
Carnes pútridas e fedorentas aos solavancos se levantam:
O repelente festim de corvos e vermes perambulando.
Emanações pavorosas grassam, negrejam e flutuam,
Carregando o Terrível, o Odioso e o Horrível, que por pestilentos ares se vão disseminando.
O repelente festim de corvos e vermes perambulando.
Emanações pavorosas grassam, negrejam e flutuam,
Carregando o Terrível, o Odioso e o Horrível, que por pestilentos ares se vão disseminando.
Onde o mal, sob o pavoroso luar sabático, revela segredos profanos na mais negra hora.
E as bruxas e os demônios, os vampiros e wendigos, wurdulaks, krampus, súcubos e íncubos,
Todos, no infinito cortejo sorumbático, evocando os espíritos arcanos dos tempos de outrora.
E longe do tropel cabalístico, esquecido em um canto e encharcado de sangue e pranto,
Entre um jazigo obscuro de criança e uma ossada velha que se deteriora,
Ignorado e isolado sob a sombra funesta da lodosa cruz da besta,
Um véu lutuoso cobre o triste rosto de uma pálida e gélida senhora.
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