
Thomas Pynchon,
o esteta da paranoia! Ah, mas que lunático! Se louco ou genial, nunca
saberemos. Amado por uns, odiado por (muitos) outros e amado-e-odiado por tantos mais (categoria na
qual eu me incluo), Pynchon é, para dizer o mínimo, incomum. Seu magnum opus, “O Arco-Íris da Gravidade”
(Gravity’s Rainbow) é um calhamaço de
mais de 700 páginas de ficção pós-moderna praticamente ilegível, com cerca de 400
personagens bizarras e mal-definidas vagueando em histórias absurdas que se
interpenetram e se refratam, normalmente sem uma linha de continuidade discernível.
Espere, em seus livros, personagens desaparecendo sem mais nem menos para nunca
mais voltar, tramas surgindo do nada, histórias sem desfechos, pontas soltas,
ausência completa das estruturas narrativas tradicionais e paranoia, muita
paranoia.








