quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Entrevista com R. F. LUCCHETTI

Nesta semana, tive o enorme prazer de conversar com o grande escritor Rubens Francisco Lucchetti, uma verdadeira lenda viva das páginas brasileiras do terror, da fantasia e do mistério, além de um senhor simpático, apaixonado pelo que faz e sempre atencioso com os fãs.

Talvez você ainda não o conheça pelo nome (afinal, grande parte de sua obra foi escrita sob os mais variados pseudônimos, tais quais: Theodore Field, Terence Gray, R. Bava, Brian Stockle, Vincent Lugosi e até mesmo Mary Shelby), mas certamente você já sentiu alguma influência do universo fantástico da vasta produção literária desse intrigante senhor fã de Edgar Allan Poe e Sir Arthur Conan Doyle.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

TAG: Livros ou Travessuras?

No último Halloween (espero que vocês tenham se divertido tanto quanto eu nas sinistras festividades da Noite das Bruxas, prezadas criaturinhas malignas que acompanham o meu blog), o Matheus Fellipe do blog Leitor Noturno me marcou na TAG "Livros ou Travessuras", criada pelo blog Irmãos Livreiros. A TAG, cujas perguntas e imagens foram elaboradas por Marcos Rogério, propõe que cada blogueiro escolha cinco de seus livros preferidos com base nos monstros que permeiam o imaginário popular.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Entrevista com CESAR BRAVO

Para quem ainda não conhece, Cesar Bravo é um dos principais nomes na literatura de horror nacional. Entre contos e romances, ele já lançou mais de nove e-books com histórias misteriosas e sangrentas, todos eles disponíveis no site da Amazon por preços bastante acessíveis.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

PROMOÇÃO DE HALLOWEEN – Livro "A Caixa de Natasha e outras histórias de horror" pela metade do preço!

O mês de outubro é um mês particularmente aguardado pelos fãs de terror, pois outubro é o mês das bruxas. E, para comemorar as noites mais sinistras do ano, quando sopram os mais lúgubres ventos e descem as mais negras sombras do medo e do mistério, resolvi fazer uma super promoção para os leitores do meu blog: quem comprar, diretamente comigo, o livro "A Caixa de Natasha e outras histórias de horror" terá um desconto de 50% em relação ao preço nas livrarias (clique aqui para encontrar o livro na Saraiva e aqui para encontrá-lo na Curitiba). Ainda mais, os leitores que adquirirem o livro comigo ganharão marcadores de página exclusivos e frete grátis.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Os 10 mandamentos de uma boa tradução, por Millôr Fernandes

Nas últimas semanas, eu trouxe aqui no blog as traduções que fiz de um conto e de um poema do Edgar Allan Poe, bem como duas matérias com algumas considerações a respeito do trabalho de tradução de obras literárias: trabalho ao qual não costumamos prestar muita atenção no dia a dia, mas que tem influência decisiva na vida de qualquer leitor. Por uma dessas adoráveis coincidências que poderiam ser chamadas de destino, não acreditasse eu em um certo condicionamento inconsciente de busca e atenção por assuntos nos quais estamos interessados (se bem que isso não elimina completamente a possibilidade de uma Providência Misteriosa), deparei-me recentemente, na capa de trás de um livro que encontrei muito por acaso na livraria, com uma interessantíssima lista com "os 10 mandamentos para uma boa tradução". A lista, que é praticamente uma síntese criativa de tudo o que foi dito nas duas matérias mencionadas (as quais podem ser lidas aqui e aqui), é de autoria de Millôr Fernandes e está na capa traseira do livro "Shakespeare traduzido por Millôr Fernandes", da L&PM Editores.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

MÚSICAS BASEADAS EM FILMES DE TERROR – Parte 2

Não é novidade para ninguém que o rock tem grande ligação com a ficção de terror. Seja na música gótica, com suas influências vampirescas e soturnas, ou no metal extremo, com as atrocidades típicas dos mais sangrentos splatters, boa parte das bandas de rock e todos os seus subgêneros, derivações e variações (rock and roll, rockabilly, psichobilly, heavy metal, thrash metal, doom metal, death metal, black metal, speed metal, industrial metal, grindcore, grunge, stoner, etc., etc., etc.) inspiram-se ou fazem referências às suas histórias macabras favoritas, do cinema e da literatura. Foi por essa razão que tive a ideia de fazer estas listas com as melhores músicas baseadas em filmes e livros de terror, para compartilhar com vocês aqui no blog.

A primeira lista, com 10 músicas bem fodas, pode ser lida clicando neste link.


Seguem, agora, mais 13 das melhores músicas baseadas em filmes e livros de terror:

terça-feira, 6 de outubro de 2015

POEMA – O Solar Maldito

O SOLAR MALDITO
A lua brilhava misteriosa no céu revoltoso.
Na janela, aparecendo apenas quando relâmpagos explodiam,
Avistada era a sinistra figura de um idoso.


A casa  um obscuro solar maldito  era grande e imponente como um antigo castelo.
Coisas bizarras e inimagináveis ali já aconteceram:
Crianças morreram, pessoas enlouqueceram e um homem brutalmente assassinou sua noiva com um pesado martelo.

Dentro da casa, sons inexplicáveis faziam o sangue gelar;
Sombras impossíveis pareciam se mover como se estivessem vivas,
E, na penumbra insidiosa, quando o terror desolava a alma, para afastar as trevas não adiantava sequer gritar.

Ficar muito tempo naqueles labirínticos corredores escuros, onde velas bruxuleavam fracamente, podia não fazer muito bem para nossas mentes,
Pois influências não naturais emanavam das chamas tremulantes e das paredes;
E, em pouco tempo, o mais corajoso dos homens estaria olhando receoso para os lados e rangendo apertadamente os dentes.

Nos espelhos e pelas escadarias pavorosas, vultos corriam e espectros indistintos surgiam e desapareciam.
Em uma fração de segundo, flashes de luz davam a tudo um aspecto de negativo de fotografias,
Com seus lampejos trazendo memórias de coisas que existir não mais deveriam.

Uma mulher enforcada na varanda; uma criança ensanguentada na cozinha.
No porão, mais um gélido cadáver;
No sótão, uma cadeira que se mexia sozinha.

Mas o mais estranho era a figura do velho – do esquisito e assustador idoso.
Ele surgia na janela sempre às três da madrugada – esse visitante não convidado –
E desaparecia misteriosamente com a aurora, no vidro apenas deixando marcado um negro bolor horroroso.
O poema "O Solar Maldito", feito em homenagem aos antigos filmes e histórias de terror sobre casas mal-assombradas e às músicas do King Diamond sobre o tema, está presente no livro "A Caixa de Natasha e outras histórias de horror". As imagens utilizadas nesta publicação foram retiradas dos seguintes álbuns do King Diamond: Abigail II, Voodoo e Them.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O HORROR... O HORROR...

Por que gostamos tanto do horror ficcional? Por que, em aparente contradição total com nossas pretensões e vontades conscientes, deleitamo-nos tão intensamente com a presença do Desconhecido, das sombras e penumbras e das perturbadoras insinuações do Mal e do Grotesco que se escondem nos covis ocultos em que secreta e perversamente desejamos adentrar, supostamente apenas por curiosidade? Será que é porque queremos conhecer coisas novas ou porque, muito intimamente, identificamo-nos com as obscuridades e bizarrices da fantasia e do próprio mundo que nos cerca? Por que, afinal, entramos em estranho êxtase ao ver o vampiro que dilacera violentamente a garganta de uma vítima inocente, o zumbi putrefato que, cambaleante, levanta-se de sua decomposição aquosa para devorar viva a presa humana, o maníaco que persegue a garota indefesa, o psicopata que tortura homens com requintes do mais engenhoso sadismo, a bruxa que voa aos pavorosos risos pela assustadora noite de lua cheia, o monstro de formas grotescas que repugna o mais corajoso dos homens, o fantasma espectral que vagueia lamurioso pelos corredores escuros, arrastando as correntes e os grilhões de sua eterna danação, o louco que alucina com formas e sons que não podem ser compreendidos, o enterrado vivo, o emparedado, o demônio de chifres retorcidos e cascos arqueados, o borbulhante sangue vividamente vermelho, as tripas estraçalhadas, os ossos expostos, os crânios abertos, os porões sem luz, as teias de aranha, as portas e janelas que batem sozinhas, as práticas execráveis da magia negra, do vodu e da macumba, a degradação dos valores, a corrupção da inocência, os sussurros, as trevas, os gritos e gemidos, os raios e trovões, as névoas, as fantasmagorias e tudo o que há de mais horrendo e assombroso na imaginação humana, cheia de sórdido sadismo e pungente masoquismo?

Metáforas de nossos reais sofrimentos e inconfessáveis desejos?

terça-feira, 15 de setembro de 2015

POEMA – Véu

VÉU

Em nefastos e decadentes cemitérios esquecidos,
Medonhos ataúdes e sepulcros se abrem;
Em meio a lamúrias e sussurros ensandecidos,
Espectros aflitos ricocheteiam, brigam, se batem e se rebatem.

Carnes pútridas e fedorentas aos solavancos se levantam:
O repelente festim de corvos e vermes perambulando.
Emanações pavorosas grassam, negrejam e flutuam,
Carregando o Terrível, o Odioso e o Horrível, que por pestilentos ares se vão disseminando.

Nesse maldito lugar ignoto, fétido como esgoto, vida a beleza servem apenas como adubos,
Onde o mal, sob o pavoroso luar sabático, revela segredos profanos na mais negra hora.
E as bruxas e os demônios, os vampiros e wendigos, wurdulaks, krampus, súcubos e íncubos,
Todos, no infinito cortejo sorumbático, evocando os espíritos arcanos dos tempos de outrora.

E longe do tropel cabalístico, esquecido em um canto e encharcado de sangue e pranto,
Entre um jazigo obscuro de criança e uma ossada velha que se deteriora,
Ignorado e isolado sob a sombra funesta da lodosa cruz da besta,
Um véu lutuoso cobre o triste rosto de uma pálida e gélida senhora.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

"A Caixa de Natasha e outras histórias de horror" – Primeiras análises

Fico muito emocionado quando ouço ou leio comentários a respeito do meu livro "A Caixa de Natasha e outras histórias de horror". Nos últimos meses, venho recebendo comentários extremamente gratificantes de pessoas que já estão se aventurando – e indo bem fundo! – nessas páginas sombrias de estranhos terrores inimagináveis. Como já mencionei antes, poucas coisas conseguem me deixar tão feliz quanto receber uma mensagem inesperada, no meio de um dia qualquer, de algum leitor que se assustou ou se surpreendeu pra valer com alguma de minhas histórias macabras. É uma sensação muito forte de entusiasmo e gratidão, de felicidade e satisfação, de surpresa e paixão, que eu simplesmente não sei descrever, mas que é capaz de transformar o mais monótono dos dias em uma aventura mágica cheia de novidades e descobertas. Isso porque a cada interpretação que as pessoas fazem dos meus contos – e a cada emoção que elas sentem e compartilham comigo – eu mesmo encontro novos pontos de vista para histórias que tantas vezes já li, aprendendo muito com isso e, é claro, me divertindo ainda mais. Mas o melhor de tudo é saber que alguém realmente está aproveitando meus escritos – e isso é o mais importante para mim. Afinal, prefiro um leitor realmente satisfeito, que fique com o sangue correndo mais forte nas veias assim como eu fico quando leio Stephen King ou Dean Koontz, do que uma legião inteira de pseudoleitores frios e indiferentes que apenas passam os olhos pelas letras e folheiam à toa o papel, sem imergir verdadeiramente nos mundos que ali existem (felizmente, esse não é o caso dos meus adoráveis leitores). Já vi gente lendo Lovecraft e não encontrando em seus contos mais do que um amontoado de letras e palavras, e isso corta o meu coração. Mas também conheço pessoas que vivem intensamente o universo desse escritor e criam mitos e mais mitos em cima dele. Na maioria das vezes, um livro é tão interessante quanto aquele que o lê, não é mesmo?