sábado, 21 de janeiro de 2017

COMO ESCREVER? (OU: POR QUE ESCREVER?)


COMO ESCREVER? (OU: POR QUE ESCREVER?)
“Não há nada pior do que dar longas pernas para pequenas ideias” – Machado de Assis
Toda experiência, por menor que seja, traz consigo algum tipo de aprendizagem que reflete, em certo grau, uma sabedoria muito maior do que a própria experiência que lhe deu causa: uma sabedoria infinita que nos transcende e da qual só temos acesso parcial por meio de associações, representações, inferências e metáforas. Essa aprendizagem, contudo, filtrada e destilada não só pela razão, mas, principalmente, pelas nossas vivências, pelo nosso temperamento e por tudo aquilo que nos faz seres animados e conscientizáveis, precisa de estímulo para se desenvolver e tempo para se consolidar, funcionando da mesma maneira que uma semente plantada no solo invisível que é o nosso espírito. Assim, não seria exagero manter a analogia afirmando que esse estímulo e esse tempo são, respectivamente, os nutrientes e a irrigação que condicionam o crescimento da semente: são os fatores imprescindíveis para a maturação da aprendizagem, mas que, por comodismo, desatenção ou simples desinteresse, nem sempre permitimos que existam, deixando de estimular o estímulo ou de dar tempo ao tempo, como sugere a sabedoria popular.

Outros motivos


Certa vez, neste link, eu disse que "escrevo por três motivos fundamentais: o primeiro é brincar com o estilo. O segundo é vasculhar estados de consciência. O terceiro eu não sei qual é".

Meu amigo Luciano Otaciano comentou que, para ele, escrever proporciona uma sensação indescritível de liberdade, "igual a um acorrentado que se livra das malditas correntes".

De minha parte, acho belíssimo o ideal de buscar a liberdade plena por meio da literatura, e admiro quem o faz, pois esse é um caminho esplêndido. Confesso, entretanto, – e confesso não sem o receio daquele que caminha por perigoso terreno desconhecido tentando traçar um mapa – que, para mim, a questão assume nuances mais complexas e tormentosas.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

FILMES QUE PERTURBARAM ATÉ A MIM

Alguns dias atrás, fui marcado no facebook pela minha amiga Andressa Mendes para participar de uma corrente cujo objetivo era elaborar uma lista com os cinco filmes que mais nos perturbaram. Aproveitando a deixa, resolvi fazer uma publicação aqui no blog com alguns breves comentários a respeito desses tais filmes que feriram meu cérebro como ferro em brasa.

Na lista que segue abaixo, procurei fugir de títulos óbvios, como Terror sem Limites (A Serbian Movie), Holocausto Canibal, Subconscious Cruelty, Guinea Pig, Faces da Morte, August Undergroud Mordum, Slaughtered Vomit Dolls e congêneres. Isso porque, apesar de tais filmes serem quase revoltantes de tão violentos, eles estão em praticamente todas as listas sobre filmes com violência extrema, de modo que são velhos conhecidos dos aficionados por representações gráficas de mutilações, decapitações, esquartejamentos e outras barbaridades mais. Procurei, então, criar uma lista mais pessoal, com filmes que, embora não sejam tão escatológicos quanto os acima citados, foram capazes de me marcar para sempre com a aflição e a inquietação nervosa que provocaram em mim.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Sobre as palavras

Ao escrever, devemos estar cientes de que as palavras sabem mais do que qualquer um de nós. Cada palavra – e, por conseguinte, a própria Língua – possui uma história que é inerente à sua essência: uma história longa, rica, difusa e multifacetada, carregada de significações, símbolos, interpretações e magia. Por isso, como se estivéssemos diante de verdadeiros deuses ancestrais, devemos respeitá-las, dar-lhes valor, estudá-las, tratá-las com a devida reverência.

sábado, 26 de novembro de 2016

Músicas baseadas em livros de terror – ESPECIAL LOVECRAFT


Howard Phillips Lovecraft é, ao lado de Poe, o mais influente – e, talvez, o melhor – escritor de ficção de horror de todos os tempos. Além de escritores, a obra deste gênio da literatura e da imaginação inspirou artistas de outras áreas, como quadrinistas, ilustradores, pintores, cineastas, criadores de jogos de video-game e... músicos!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

NÃO LEIA A CAIXA DE NATASHA DURANTE A NOITE – O relato de uma leitora

Quando abri meu facebook no dia 04 de outubro de 2016, fui recebido com o impacto carinhoso de um texto da leitora Marielle Polli a respeito do meu livro A Caixa de Natasha e outras histórias de horror. O texto me deixou tão emocionado que tive de pedir permissão à Marielle para transcrevê-lo aqui no blog.

Como ela permitiu e ficou cheia de entusiasmo, eis aqui o texto:

domingo, 23 de outubro de 2016

Antologia "NÃO LEIA! – Contos de Terror"


O conto "O Sorvedouro das Almas Perdidas", de minha autoria, foi selecionado para integrar a antologia "Não Leia! – Contos de Terror", organizada pela Raquel Pagno, da Editora Fonzie.

Ainda antes do lançamento, tive a oportunidade de ler algumas das histórias que compõem a antologia e já posso dizer, sem medo de errar, que este livro está maravilhoso, tanto pelo conteúdo quanto pelo projeto gráfico, com as ótimas ilustrações do João Marciano Neto.

Para adquirir o seu exemplar clique aqui.

MOTIVOS?


Escrevo por três motivos fundamentais. O primeiro é brincar com o estilo. O segundo é vasculhar estados de consciência. O terceiro eu não sei qual é.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Entrevista com Rô Mierling


Certo dia, tive a ideia de travar uma conversa por e-mail com uma escritora de cujo trabalho gosto muito: Rô Mierling, autora do livro "Diário de uma Escrava", que está sendo editado pela Darkside Books. Enviei a ela, então, o convite para uma entrevista, embora acreditasse que ela estaria ocupada demais para poder responder. Poucas horas depois, contudo, recebi com entusiasmo sua aceitação, a partir da qual tomei como um desafio pessoal elaborar perguntas atraentes, interessantes e relevantes tanto para os leitores quanto para eventuais aspirantes a escritor que acessem o blog e – por que não? – para nós mesmos. Não sei se obtive sucesso nesse desafio, mas garanto que cada linha foi escrita com ânimo e sincera curiosidade.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

15 MICROCONTOS DE TERROR


Algum tempo atrás, fui desafiado pela escritora Rô Mierling a elaborar histórias de terror com apenas 100 toques no teclado. Ainda que inventar situações assustadoras em poucas linhas não seja algo assim tão complexo, a grande dificuldade do desafio está em escrever essas histórias macabras com EXATOS 100 caracteres (contando espaços e pontuação).

De acordo com as regras do desafio, o rigor dos 100 toques no teclado é absoluto: não valem histórias com 99 caracteres, nem com 101. Portanto, as palavras devem ser cuidadosamente selecionadas, e o texto deve manter um sentido coerente. Para mim, além disso, impus o dever de garantir que esses textos fossem, de fato, aterrorizantes.

Seguem, agora, 15 microcontos de terror que escrevi de acordo com a proposta do desafio: